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História, Mitologia e Religião

História, Mitologia e Religião

Os nabateus

Desaparecem os Edomitas e surgem os Nabateus

Os edomitas desapareceram no pós-exílio. Depois do V ou IV século, sua região foi ocupada pelos comerciantes Nabateus: um grupo que vivia no deserto sem uma identidade muito definida. Na tradição bíblica, os Nabateus são identificados com os Nebayot, tribo árabe que segundo Gn 25,13; 28,9 e 36,3 descendia do filho primogênito de Ismael. 

O reino nabateu

Os Nabateus aparecem pela primeira vez na história ao redor de Petra, onde foram combatidos pelo rei sírio Antígono, que em 312 a.C. sucedeu a Alexandro Magno. Ainda que suas origens não estejam ainda suficientemente esclarecidas, sabemos que os Nabateus eram nômades e condutores de caravanas, tornando-se o povo de comerciantes mais importante do norte da Arábia. Eles dominaram os caminhos de caravanas entre o Golfo Pérsico e o Mar Vermelho. Souberam tirar proveito da sua localização, cobrando impostos e oferecendo serviços de segurança e proteção contra os assaltantes. O curioso é que eles mesmos foram considerados uma tribo de salteadores que vivia do saque das caravanas que passavam pela região. Essa foi a opinião de Deodoro Sículo, que em 50 a.C. escreveu sobre os Nabateus pela primeira vez, em suas crônicas sobre o fim do império persa.

A compra de especiarias por parte do império romano, além de objetos de luxo como as sedas e os perfumes, levou a uma intensificação das rotas comerciais para a China e a Índia. A rota destas caravanas passava por Petra. Isto aumentou as rendas do reino nabateu, que tinha direito de cobrar impostos sobre todas as mercadorias que passavam pelo seu território. Talvez, com a finalidade de controlar estas rotas e de tirar ainda mais proveito de sua privilegiada localização, os Nabateus fundaram uma série de cidades-pousada no Negueb e ao norte do Sinai.

Os Nabateus na historiografia Bíblica

Na história bíblica, os Nabateus desempenham um importante papel, desde 170 a.C. Judas Macabeu e Jônatas foram amigos dos Nabateus, no tempo do rei Aretas I (1 Mc 5,25; 1Mc 9,35). O sumo sacerdote Jasão buscou asilo junto a eles depois do massacre que havia realizado em Jerusalém. Segundo a tradição bíblica, Jasão teria sido denunciado e, por isso, foi rejeitado pelos Nabateus, tendo que vagar de povoado em povoado (2 Mc 5.8).
O ponto culminante do reino nabateu foi durante o reinado de Aretas III Fileleno, que reinou de 84-56 a.C., e que conquistou Damasco. Foi sob o domínio de Aretas IV (que reinou de 9 a.C até 40 d.C.) que Paulo teve que fugir de Damasco por cima do muro, através de cordas (2 Cor 11,32).

O declínio do reino nabateu
Em 106 d.C., Trajano conquistou Petra e seu território, transformando o reino dos Nabateus na província romana da Arábia, tendo a cidade de Bosra como capital. Os Nabateus perderam seu poderio comercial devido à mudança das rotas comerciais, que passaram a atravessar o Mar Vermelho e chegar até o Egito, por volta do ano 25 a.C. A Cidade de Petra foi declinando gradualmente e o povo nabateu foi sendo absorvido pela população da redondeza, embora sua forma escrita tenha continuado em uso até o século IV d.C.
 

Cultura e religião

 
Língua

A língua dos Nabateus era um dialeto aramaico, com forte influência árabe, conhecido através de numerosas inscrições. Moedas e inscrições aparecem escritas em aramaico, numa forma curiosamente elevada de escrita quadrada.

Religião

Adoravam ao Deus Dhu Shara e sua esposa Uzza - as vezes identificados com a água, símbolo da fertilidade para os Nabateus. Os Nabateus geralmente simbolizavam a divindade através da pedra ereta, com olhos em seus vértices. Esta representação pode indicar que a religião de Dhu Shara pertença ao mesmo ambiente religioso do qual surgiu a imagem de Yahweh como rocha, muitos textos bíblicos trazem a rocha como um dos símbolos que o javismo usava para representar a divindade.
“Ele é a Rocha e sua obra é perfeita, pois toda a sua conduta é o Direito” (Dt 32.4)

Culto aos mortos?

As inúmeras e grandiosas tumbas que se encontram nas escavações de Petra são lugares para o descanso de mortos, para o uso de familiares e também de visitantes. Elas indicam que houve cerimoniais para os mortos com comidas e outros rituais, entre os Nabateus. No entanto, como a história de Petra não começa com os Nabateus, não sabemos se este dado pode ser considerado como um fundamento para caracterizar mais um aspecto da religião do povo nabateu.

A Cidade Vemelha - Petra

Em 1812, o pesquisador suíço Johann Ludwig Burckhardt chegou a Petra pela primeira vez e imediatamente a reconheceu como a legendária capital dos Nabateus.

Religião e arte ficaram marcadas na rocha

A rocha relativamente macia das montanhas que formam  Petra foi o material que facilitou o desenvolvimento da arte de esculpir dos Nabateus. Parece que seu lema era: construir escavando. Com este material, os Nabateus desenvolveram uma nova técnica construtora, trabalhando diretamente na rocha, isto é, na matéria de que dispunham, sem tirá-la do seu lugar de origem. Para avaliar a capacidade construtora dos Nabateus, observamos que depois de iniciada uma obra não havia mais possibilidade mudança. Portanto, todas as medidas, detalhes e cortes deveriam ser precisamente elaborados antes do início da construção. Além disso, há uma linguagem simbólica e religiosa gravada nestas esculturas, já que todos os monumentos e construções da cidade estão carregados de simbolismo.
No entanto, a entrada estreita foi escavada naturalmente pelo Wadi Mousa e também por um movimento tectônico. Nesta entrada foi colocado o “Arco do Triunfo”, levantado em honra do imperador Adriano (117-138) em sua visita à Província Árabe.

Alguns exemplos desta surpreendente arte

Djin Bloks (Blocos dos Espíritos)

Neste local encontram-se muitos blocos de pedras talhadas nas rochas. Elas encontram-se próximas a um riacho e podem ser relacionadas ao dom divino da fertilidade. Segundo a tradição nabatéia, estes blocos de pedra abrigavam os espíritos que guardavam a cidade.

Al Khazneh Farum (O tesouro do Faraó)

Escavado completamente na rocha, este monumento pode pertencer à época do rei Areta (84-85 a.C.). O fato de estar em um lugar bastante protegido das inclemências do tempo mantém este monumento bastante conservado. Seu nome provém de uma lenda sobre um tesouro que estaria escondido neste local.
Neste local há obeliscos que simbolizam dois importantes Deuses Nabateus: Dushara (senhor da vida, assimilado como o próprio sol) e All’Uzza (a poderosa). Um pouco ao norte encontra-se uma fortaleza que era oferecida aos que se aproximavam do local. No centro está situado o lugar dos sacrifícos, um dos locais mais conservados neste sítio. Na parte frontal do altar está uma pequena plataforma, levantada alguns centímetros do solo. Este seria, segundo uma lenda local, o Altar de Abraão. Esta era a pedra que deveria acolher o sacrifício de Isaque (Ex 24). Parece ser este um espaço preparado para receber grandes multidões

Depois de Petra temos:

Monte Nebo: Deus diz a Moisés que ele não poderá entrar na Terra Prometida porque deixou de ter fé e feriu a rocha. Moisés apresenta ao povo de Israel seu novo líder, Josué.
Moisés convoca uma reunião do povo e o faz lembrar-se de obedecer a Deus e contar sobre os mandamentos de Deus a seus filhos. Então, ele sobe ao Monte Nebo. Antes de Moisés morrer no alto do Monte Nebo, Deus lhe mostra a Terra Prometida.
 

Deuteronômio 32

48 Naquele mesmo dia, o Senhor disse a Moisés:
49 "Suba as montanhas de Abarim, até o monte Nebo, em Moabe, em frente de Jericó, e contemple Canaã, a terra que dou aos israelitas como propriedade.
50 Ali, na montanha que você tiver subido, você morrerá e será reunido aos seus antepassados, assim como o seu irmão Arão morreu no monte Hor e foi reunido aos seus antepassados.
51 Assim será porque vocês dois foram infiéis para comigo na presença dos israelitas, junto às águas de Meribá, em Cades, no deserto de Zim, e porque vocês não sustentaram a minha santidade no meio dos israelitas.
52 Portanto, você verá a terra somente a distância, mas não entrará na terra que estou dando ao povo de Israel".
 
No ponto mais alto da montanha, Syagha, foram descobertas as ruínas de uma igreja e de um mosteiro. A igreja, descoberta em 1933, foi construída na segunda metade do século IV para assinalar o local da morte de Moisés. O desenho da igreja segue o padrão de uma basílica típica. Foi alargada em finais do século V d.C. e reconstruída em 597 d.C. A primeira referência feita à igreja surge no relato de uma peregrinação feita por Aetheria em 394 d.C.


Foram descobertos seis túmulos escavados na rocha debaixo do chão de mosaicos da igreja. No presbitério atual, podemos ver os vestígios de chãos de mosaico de vários períodos. O primeiro é um painel com uma cruz entrançada atualmente colocado na parte leste da parede sul.
No dia 19 de Março de 2000, o Papa João Paulo II visitou o local durante a sua peregrinação à Terra Santa (o Monte Nebo é um dos locais mais importantes da Jordânia para os cristãos. Durante a sua visita, plantou uma oliveira ao lado da capela bizantina como símbolo da paz.)

A escultura da cruz  com uma serpente (Monumento da Serpente Neustã) no cume do Monte Nebo foi criada por um escultor italiano, Giovanni Fantoni. É um símbolo da serpente de bronze criada por Moisés no deserto (Números 21:4-9) e da cruz na qual foi crucificado Jesus (João 3:14).

Umm Ar Rasas

Cidade muralhada retangular, a cerca de 30 km a sudeste de Madaba, que é mencionada no Antigo Testamento e Novo Testamento da Bíblia. Foi fortificada pelos romanos e os cristãos locais ainda a ornamentavam com mosaicos de estilo bizantino.
A maior parte da cidade está hoje em ruínas, mas há vários edifícios na parte leste, incluindo igrejas, um pátio com um poço, escadarias e arcos de pedra que foram escavados e restaurados. As escavações mais recentes revelaram alguns dos melhores mosaicos de igrejas bizantinas do Oriente Médio.
Fora das muralhas da cidade fica a Igreja de S. Estêvão, recentemente descoberta, com o seu chão de mosaicos perfeitamente preservados. O mosaico representa 27 cidades da Terra Santa do Antigo Testamento e Novo Testamento, à ocidente e à oriente do Rio Jordão.
Apenas a dois quilómetros a norte de Umm Ar-Rasas fica a maior torre antiga da Jordânia, que se crê ter sido usada como retiro pelos primeiros monges cristãos. A torre tem 15 metros de altura e não tem portas ou escadas no interior.

Betania 

Local onde João Batista, em Betânia do Além Jordão, batizou Jesus (João 1:28 e 10:40) e dos textos bizantinos e medievais. Os locais na zona de Betânia faziam parte da rota de peregrinação cristã entre Jerusalém, o rio Jordão e o Monte Nebo.

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