Ramesseum - Templo Funerário de Ramsés II
Ramsés II foi um dos faraós mais famosos que governou o Egito e construiu diversos templos incríveis, incluindo o Ramesseum. Saiba mais!
Quem foi Ramsés II?
Ramsés II, também conhecido como Ramsés, o Grande, foi um dos faraós mais poderosos e influentes do Egito Antigo. Seu reinado, de 66 anos (1279–1213 a.C.), marcou a Era de Ouro do Império Novo.
Filho de Seti I, ele foi preparado desde jovem para governar, acompanhando o pai em campanhas militares e sendo nomeado regente ainda na adolescência.
Como faraó, destacou-se por suas conquistas militares e por um extenso legado arquitetônico. Foi também um mestre da propaganda real, espalhando sua imagem por todo o Egito.
Mesmo em monumentos que não construiu, gravava seu nome para reafirmar sua grandeza. Nenhum outro faraó deixou tantos registros quanto Ramsés II.
O local teria sido o templo memorial de Ramsés II, dedicado ao seu culto como sendo o próprio deus na terra, onde sua memória seria mantida viva mesmo após o seu falecimento. Os registros indicam que o trabalho de construção do Ramesseum começou logo após o início do reinado de Ramsés II. Ramesseum é o nome dado no século XX ao templo funerário que Ramsés II construiu entre o deserto e a cidade de Qurna. O Ramesseum não era apenas o "Castelo dos Milhões de Anos" de Ramsés II — era também a sede administrativa das propriedades do centro soberano e culturalmente ativo, que reunia teólogos e estudiosos.
O Templo Mortuário de Ramsés II – O Ramesseum
Uma das maiores provas da ambição e do legado de Ramsés II é o Ramesseum, seu templo mortuário localizado na margem oeste do Nilo, em frente à cidade moderna de Luxor (a antiga Tebas).
Embora hoje restem apenas ruínas, o que se sabe é que este complexo foi um dos mais imponentes do Egito.
O Ramesseum foi dedicado tanto ao culto do próprio Ramsés quanto aos deuses do panteão egípcio, como Amon-Rá, Ptah e Osíris.
A construção começou logo no início do reinado do faraó e levou cerca de 20 anos para ser concluída.
Seu propósito era ser o local de culto póstumo do faraó, perpetuando sua divindade na Terra mesmo após a morte.
Inspirado na grandiosidade de Abu Simbel e nos detalhes arquitetônicos de Medinet Habu, o templo refletia o poder quase divino do faraó.
Colunas gigantescas, relevos vívidos e esculturas colossais dominavam o cenário. Embora hoje muito tenha sido perdido devido a saques e ao passar dos séculos, a aura do Ramesseum permanece.
Embora exista pouco da estrutura original, o Ramesseum ainda é uma visita emocionante, especialmente para aqueles que têm um interesse particular na vida do faraó Ramsés II e nos seus grandes feitos. Embora este antigo templo hoje esteja desoladamente arruinado, seu esplêndido passado e a beleza fascinante e majestosa que certamente teve podem ser percebidos na preciosidade das decorações e na delicadeza dos detalhes. Com um bom guia em português ao lado, cada fragmento de coluna e cada parede decorada ganha uma dimensão completamente diferente.
Arquitetura e Decoração
O templo segue o padrão clássico do estilo arquitetônico do Império Novo.
Apresentava pátios amplos, salas hipostilas com colunas monumentais, e paredes decoradas com cenas em baixo-relevo que exaltavam as conquistas militares do faraó e sua relação com os deuses.
Uma das cenas mais notáveis representadas nas paredes do Ramesseum é a famosa Batalha de Qadesh, onde Ramsés II alega ter vencido o império hitita com coragem divina, disparando flechas contra seus inimigos em fuga.
Embora a batalha tenha terminado em empate estratégico, Ramsés a eternizou como uma grande vitória pessoal.
Além das cenas militares, o templo também apresenta cenas mais íntimas do cotidiano do rei, como celebrações, cerimônias religiosas, banquetes e até mesmo momentos com seus filhos.
Destacam-se também as representações do deus Min, associado à fertilidade, e diversos registros da vida familiar de Ramsés, inclusive imagens de sua esposa favorita, Nefertari, e sua mãe, Tuya, a quem ele também dedicou partes do templo.
Durante a sua visita, observe as imagens da Batalha de Qadesh, na qual o faraó é mostrado disparando suas flechas no inimigo em retirada. As estátuas colossais de Ramsés II, que antes eram altas na entrada, agora estão em ruínas, mas você ainda pode ver partes espalhadas pelo templo. Outras cenas de guerra, como a derrota dos hititas em Cades, são mencionadas. Assim como um banquete em homenagem ao deus Min, deus da fertilidade. Há também cenas que mostram o cotidiano do rei e a família real, a exemplo dos filhos do faraó. No Ramesseum há um templo menor que foi dedicado à mãe do faraó, Tuya, e à sua esposa favorita Nefertari.
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As Estátuas Colossais e a Majestade Perdida
Um dos maiores atrativos do Ramesseum eram suas estátuas colossais.
A mais impressionante delas, hoje em ruínas, é um gigantesco colosso de Ramsés II sentado, que acredita-se ter alcançado mais de 20 metros de altura equivalente a um prédio de seis andares.
Essa escultura é uma das maiores já feitas no mundo antigo e representa a grandiosidade com que o faraó queria ser lembrado.
Partes desse colosso ainda estão espalhadas pelo templo, como o torso e os pés, oferecendo uma ideia clara do que foi o projeto original.
O impacto dessas ruínas é profundo mesmo fragmentadas, as esculturas transmitem poder, imponência e eternidade.
O Destino do Ramesseum
Com o tempo, o Ramesseum sofreu diversos danos naturais, como inundações e terremotos.
Além disso, foi alvo de saques por faraós posteriores, que reutilizaram blocos de pedra para erguer novos templos em seus próprios nomes.
Durante o período romano e posteriormente com a chegada do cristianismo ao Egito, o templo também foi adaptado como igreja, o que contribuiu para a descaracterização do local.
Apesar disso, a estrutura ainda impressiona pela escala e pela riqueza de detalhes que resistiram ao tempo.
As colunas do salão hipostilo, por exemplo, ainda exibem decorações finamente entalhadas.
Caminhar por entre essas ruínas é uma experiência emocional e histórica profunda, especialmente para quem se interessa pela vida de Ramsés II e pelos feitos do Egito Antigo.
Saiba mais sobre a vida do faraó Ramsés II
O Ramesseum é o segundo maior templo do Egito, ocupando uma área de aproximadamente 10 hectares. Levou cerca de 20 anos para ser construído. A estátua colossal de Ramsés II sentado no trono estima-se ter tido 17 metros de altura e pesado mais de mil toneladas — sendo uma das maiores estátuas colossais do mundo. O Ramesseum acabou sofrendo diversos saques por faraós que governaram posteriormente, que retiraram e utilizaram pedras para criar seus próprios projetos. Séculos de terramotos e saques transformaram o que foi um dos complexos mais grandiosos do Egito nas ruínas impressionantes que vemos hoje.
Ramsés II Além do Ramesseum
Ramsés II deixou sua marca em todo o Egito.
Seu nome está gravado em Karnak, Luxor, Abydos, e especialmente em Abu Simbel, o famoso templo escavado na rocha no sul do país, cuja fachada é dominada por quatro estátuas colossais do próprio faraó.
Em Abu Simbel, há também um templo dedicado à sua esposa Nefertari um raro tributo a uma rainha na arquitetura egípcia.
Se você deseja conhecer de perto o legado de Ramsés II, Luxor é o ponto de partida ideal.
A cidade é um verdadeiro museu a céu aberto, repleta de tesouros arqueológicos como o Vale dos Reis, onde estão localizadas as tumbas de faraós, incluindo a de Tutankhamon; o majestoso Templo da Rainha Hatshepsut, construído em terraços na encosta de um rochedo; e os imponentes Colossos de Memnon, que guardam a entrada do templo mortuário de Amenhotep III.
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Ao visitar o Egito não deixe de colocar o Ramesseum na sua lista de visitas. Em Luxor você pode estar preparado(a) para conhecer lugares espetaculares como Colossos de Memnon, Vale dos Reis onde está localizado a tumba do faraó Tutankhamon da XVIII Dinastia, o Templo da Rainha Hatshepsut e muito mais.
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O Conselho Supremo de Antiguidades anunciou que a restauração do Ramesseum será realizada em parceria com a Universidade Nacional do Património Cultural da Coreia. O objetivo é revitalizar e proteger o templo, além de preparar algumas áreas para a visitação turística. Durante o processo, partes danificadas serão desmontadas, restauradas e reinstaladas, seguindo rigorosos métodos científicos. O trabalho incluirá estudos topográficos, levantamentos arquitetônicos, fotografia e escavações na região do pilone. É uma notícia extraordinária para todos os amantes da história egípcia — o Ramesseum vai revelar nos próximos anos muito mais do que o que está visível hoje.
Absolutamente sim — e é exactamente como a maioria dos roteiros é organizada. Ao visitar o Egito não deixe de colocar o Ramesseum na sua lista de visitas. Em Luxor você pode estar preparado para conhecer lugares espetaculares como os Colossos de Memnon, o Vale dos Reis — onde está localizada a tumba do faraó Tutancâmon da XVIII Dinastia — e o Templo da Rainha Hatshepsut. Os templos e tumbas da necrópole tebana podem ser explorados numa excursão privada de meio dia saindo de Luxor, incluindo o Ramesseum, o Templo de Medinet Habu e o Vale dos Nobres — liderada por um guia egyptólogo. A Memphis Tours organiza este roteiro completo com guia fluente em português.